domingo, 13 de março de 2011

Colônia de SP lota associações em busca de informações e contatos de parentes no Japão

Colônia de SP lota associações em busca de informações e contatos de parentes no Japão
São quase 50 locais na capital paulista que centralizam informações do outro lado do mundo.

Por abrigar a maior colônia de japoneses do mundo, São Paulo acompanha ansiosamente o trabalho de resgate das vítimas do terremoto que devastou o país, na última sexta-feira (11). Muitas pessoas querem ajudar, mas não sabem como. Uma escola pública de Guarulhos, na região metropolitana, chegou a fazer cachecóis para enviar aos atingidos.

Com isso, as quase 50 associações das províncias do Japão, que têm sede na capital paulista, assumiram o papel de central de informações. Quem tem parentes e amigos do outro lado do mundo lotam os centros atrás de notícias e contatos.

Unzo Suzuki lê tudo sobre a catástrofe e aguarda com paciência alguma ligação dos irmãos.

- A gente tem de esperar e recuperar lá no Japão. Não adianta muito esquentar a cabeça.

Mauro Tada conseguiu, por e-mail, informações dos parentes que estavam perto da área atingida, no norte do Japão.

- A tendência é, com a normalização da comunicação, a gente receber mais notícias.

Mortos e desaparecidos

A contagem oficial da Polícia Nacional Japonesa é de 689 mortos, com 639 desaparecidos e 1570 feridos. Mas o número real é muito maior: a rede NHK já informa que há mais de 900 mortos, e a Kyodo News fala em até 1.800 vítimas.

Apesar da gravidade do terremoto e do tsunami, ainda há possibilidade de encontrar sobreviventes nos locais afetados. Neste sábado (12), o premiê Naoto Kan informou que mais de 3.000 pessoas foram resgatadas dos escombros. Muitos foram tirados de baixo de prédios desabados, da lama e destroços em chamas pelas equipes de resgate.

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